Sexta-feira, Março 31, 2006

Debate:

Venho lançar aqui um tema para debate:

O que acham da reorganização que Sócrates está a fazer na Função Pública???

Portugueses mais confiantes

O índice de confiança do Instituto Superior de Economia e gestão (ISEG), relativo à evolução da economia portuguesa no curto prazo, foi, em Março, de 47,1%. Este dado traduz uma subida significativa do índice de confiança, uma vez que em Fevereiro era de 46,4%!!!

Será que é desta que a os portugueses começam a confiar no seu país e que finalmente vamos entrar na tão esperada "Retoma Económica"??

Fonte: Jornal Metro a 31/03/2006

Quinta-feira, Janeiro 19, 2006

Preocupante?

República Checa, um dos países do Leste europeu que aderiram à união Europeia em Maio do ano passado, já ultrapassou Portugal, em termos de riqueza produzida per capita.
Segundo os dados da própria Comissão Europeia, este é o segundo país a ultrapassar Portugal em termos de PIB per capita. O primeiro foi a Eslovénia.
A República Checa obteve um PIB per capita de 73% da media da União Europeia, acima dos 71% registados pelo nosso País.
Em termos de poder de compra, e levando em linha de conta que a República Checa tem uma taxa de inflação mais baixa, são os checos que estão à frente. Os portugueses têm mais dinheiro «no bolso», em termos absolutos, mas ele permite comprar menos coisas no nosso país.
República Checa, um dos países do Leste europeu que aderiram à união Europeia em Maio do ano passado, já ultrapassou Portugal, em termos de riqueza produzida per capita.
Segundo os dados da própria Comissão Europeia, este é o segundo país a ultrapassar Portugal em termos de PIB per capita. O primeiro foi a Eslovénia.
A República Checa obteve um PIB per capita de 73% da media da União Europeia, acima dos 71% registados pelo nosso País.
Em termos de poder de compra, e levando em linha de conta que a República Checa tem uma taxa de inflação mais baixa, são os checos que estão à frente. Os portugueses têm mais dinheiro «no bolso», em termos absolutos, mas ele permite comprar menos coisas no nosso país.

Segunda-feira, Novembro 28, 2005

Capitais gratuitos

CAPITAIS GRATUITOS. Nem mais! Este parece ser um novo conceito que os empreendedores deverão dominar. Já sabiamos que para concretizar um projecto de investimento podíamos recorrer a capitais alheios e a capitais prórpios, tendo ambos em comum a necessidade de serem remunerados e devolvidos aos seus proprietários (mais tarde ou mais cedo...). Do ponto de vista económico, faz todo o sentido. Se o capital é um recurso escasso, ele deverá ser alocado à actividade ou projecto que proporcione o mais elevado retorno. A remuneração do capital é, pois, o mecanismo que permite a correcta afectação deste recurso. Recentemente e a propósito do projecto do aeroporto da Ota, ficamos a saber que "o que é relevante [para o projecto do aeroporto da Ota] é que exista um conjunto de capitais gratuitos, de que a futura sociedadde concessionária disponha" Consultor do BPI, Carlos Casqueiro (Público, 23 de Novembro de 2005). Ora bolas, esta "inovação financeira" nunca me tinha ocorrido .... Será que o BPI disponibiliza este tipo de capitais? Se sim, será bem mais fácil investir em Portugal... Infelizmente, o nosso optimismo desvanesse quando percebemos que afinal capitais gratuitos significa a criação de uma nova taxa ou imposto. Oooh! Isso já nós conhecemos ....

Será que o Beta ainda funciona?

Desde que sou aluno no ISEG, assisto nas cadeiras financeiras que o modelo mais adequado para avaliar a rendibilidade exigida para um investidor em acções é o modelo do CAPM - Capital Asset Pricing Model, em português - Modelo de Avaliação de Activos Financeiros em Equilíbrio.

Na disciplina de Corporate Finance vimos que um investimento em acções implicava dois tipos de riscos: o risco específico e o risco sistemático (ou de mercado). No entanto, com o recurso à diversificação, o risco específico poderia ser anulado. Ficava assim a preocupação do risco sistemático. E, assim vem o BETA.
Esta letra grega mede a sensibilidade dos rendimentos de um determinado activo às oscilações do mercado. Este valor é estimado econometricamente a partir do CAPM, que tem enorme importância em termos teóricos na Economia Financeira. Assim o Beta é o melhor modo de quantificar o risco sistemático de um título. Por exemplo, o facto da Mota-Engil ter um Beta de 0,63 siginifica que: se o PSI-20 variar 1%, a Mota-Engil variará 0,63%. Assim, quanto maior for o Beta de um determinado activo maior será o seu risco.
No entanto, ao ler um suplemento do semanário económico, este falava num artigo da sua importância (que era posta em causa). Mafalda Anjos diz no seu artigo o seguinte:
"Nos momentos em que os mercados bolsistas estão a subir, escolher os sectores ou títulos mais voláteis para impulsionar os ganhos da carteira costuma ser uma estratégia vencedora. No entanto, em 2005 esta não tem sido uma aposta certeira."
Desde o início de 2005, apesar dos ganhos substanciais do mercado, não são os sectores de Beta mais elevado os que mais ganharam (ao contrário do que se passou desde 1998-2003). São, assim, pelo contrário, os sectores de Beta mais reduzido (historicamente); saúde, alimentação e bebidas e, energia; os que melhor performance acumulam desde o início de 2005.
"Também em 2004, quando as acções dispararam 13%, os sectores que mais renderam não foram os de beta mais elevado. O mesmo aconteceu em 1995, 1996 e 1997. Durante estes três anos, os mercados europeus ganharam mais de 100%, com os sectores de beta mais baixo no topo do ranking das rendibilidades."
Os analistas do Citigroup enunciam três causas para a falência do Beta:
  1. Os níveis de risco do mercado caíram dramaticamente;
  2. O nível de injecção de fundos nos mercados permanece fraco;
  3. A nível micro, os níveis de alavancagem nas empresas estão neste momento baixos, o que coincide com uma menor acuidade das estratégias de Beta

Estes factores tenderão, futuramente, a manter-se, o que, se não invalida, pelo menos reduz a potencialidade da utilização do Beta.

Assim de acordo com o Citigroup, as estratégias mais bem sucedidas são as que olham para factores como o retorno por acção (ROE - Return On Equity), margens de lucro, dividend yield, rácio PER (Price Earnings Ratio) ou as revisões em alta dos resultados.

Espero que gostem deste artigo que é uma adaptação do artigo escrito por Mafalda Anjos do Semanário Económico. Ponham os vossos comments.

Terça-feira, Novembro 22, 2005

Novidades ISEG 2

Mais uma vez e, como estudante do ISEG, não poderia deixar de anunciar esta novidade. No próximo dia 29 de Novembro, pelas 18h00, irá ser lançado um novo livro do Prof. Doutor João Carvalho das Neves. Este livro trata sobre a Avaliação e Gestão da Performance Estratégica. Este lançamento irá ter lugar no Salão Nobre do ISEG. Aconselho vivamente a marcarem presença, não só pelo rigor e importância do livro mas também pelo seu autor que é reputado no mundo da gestão pelas suas áreas: Controlo de Gestão, Finanças, Fusões e Aquisições....

Quinta-feira, Novembro 03, 2005

funcionarios publikos

>>> > >>>ERA UMA VEZ... >>> > >>> >>> > >>> Quatro funcionários públicos chamados Toda-a-Gente, >>> > >>>Alguém, Qualquer-Um e Ninguém. Havia um trabalho importante >>>para >>> > >>>fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. >>> > >>>Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o >>> >fez. >>> > >>> >>> > >>> Alguém zangou-se porque era um trabalho para >>>Toda-a-Gente. >>> > >>>Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas >>>Ninguém >>> > >>>constatou que Toda-a-Gente não o faria. >>> > >>> >>> > >>> No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém >>>fez o >>> > >>>que Qualquer-Um poderia ter feito. Foi assim que apareceu o >>> > >>>Deixa-Andar, um quinto funcionário para evitar todos estes >>> > >>>problemas...

Terça-feira, Novembro 01, 2005

O nosso país

Espalhem esta mensagem para as pessoas saberem a verdade.
APESAR de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado.

A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.

A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.

A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.
O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.

Triplicar o salário. Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco.

Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (????????), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.

Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.

Segunda-feira, Outubro 24, 2005

Estratégia: Pentágono Estratégico e Fórmula Competitiva


De acordo com o tema em epígrafe, este é um tema do qual gosto muito. Por isso, aproveito este blog, por mim criado e, falar um pouco destas duas designações: Pentágono Estratégico e Fórmula Competitiva.
Em primeiro lugar, o que entedemos por Estratégia? Bem, falar de Estratégia é viajar até à antiguidade mais remota. Estratégia deriva do grego strategos. Este termo grego significa: "Qual a Arte do General?" Pergunta-se: qual a Arte do General? A Arte do General é, nada mais, nada menos que, responder às perguntas do tipo ONDE ! ! ! Podemos, assim, falar numa analogia entre a arte competitiva das empresas e a arte da guerra. No entanto, várias considerações importantes em relação ao mundo empresarial: 1) - Não se contrariam Mercados, quem os contraria dá-se mal; 2) - Podem-se criar Mercados e 3) - Deve fidelizar-se o maior número de clientes.
O que distingue as empresas, entre si, é o seu desempenho de excelência que as tornam mais ou menos competitivas, alcançando assim resultados e lucros superiores às demais empresas concorrentes. Concluímos assim que, a Estratégia é precisa para dar resposta aos ONDE !
Associado a este conceito, aparece também o conceito de Táctica. Este é a resposta aos COMO ! Refira-se que a Táctica é também levada a cabo pelos "Generais".
Doravante, qual é o "FIM ÚLTIMO"? É a VITÓRIA! ! ! Isto é, o LUCRO! ! ! O lucro máximo, o desempenho de excelência, a performance superior à concorrência são os factores que se destacam para garantir a competitividade das organizações/empresas e a satisfação dos stakeholders.
COMO SE TRADUZ A ESTRATÉGIA AO NÍVEL DA GESTÃO EMPRESARIAL?
O Pentágono Estratégico. É neste onde se representam as variáveis chaves de gestão, isto é, os nossos ONDE ! ! ! Esta versão é da autoria do Dr. Luís Nazaré. Então os nossos ONDE são:
  1. Produto - Indútria - "Business" - Negócio. Questão fulcral: "What business am I in?". A escolha de um produto/serviço por parte de um investidor é a primeira decisão estratégica: ONDE VOU ENTRAR EM GUERRA ?
  2. Cliente - Qual(is) o(s) segmento(s) alvo que quero "atingir"?
  3. Área Geográfica - Região(ões) ou país(es) em que vou entrar em guerra? Vamos adoptar uma área geográfica global ou local?
  4. Canal de Distribuição - Como vamos ditribuibuir o nosso produto/serviço? Vamos escolher uma lógica de multi-canal (Exemplo: Sony) ou uma de canal único (loja única) (Exemplo: Bang & Olufsen)?
  5. Posição na fileira - Significa a extensão que ocupamos na cadeia de valor de Porter. Ocupamos uma: posição mais estreita (só comercialização?), posição mais larga (fazemos tudo ou quase tudo em "casa") ou posição de terciarização (lógica de desintegração vertical, outsourcing). Refira-se que as fases mais críticas do processo/proposta de valor devem permancer dentro de "casa", actividades in house.

Conclui-se que ter uma Estratégia é ter um Pentágono Estratégico reflectido e bem pensado. Por conseguinte, para analisar a estratégia, há duas posturas possíveis: 1) - manter as coisas como estão (Estratégia de Manutenção) e, 2) - Reorientar, isto é, mexer num ou mais lados do Pentágono Estratégico.

Mais dois conceitos importantes: 1) Factores Críticos de Sucesso - aquilo que não pode falhar na execução da Estratégia; estes são próprios para cada segmento e indústria e, 2) Competências Distintivas - que, quando incidem em Factores Críticos de Sucesso, transformam-se em Vantagens Competitivas. Estas caracterizam-se por ser: raras, difíceis de imitar, valiosas e insubstituíveis.

Para finalizar, a Fórmula Competitiva. Aquela que nos permite executar bem a nossa Estratégia e, assim, alcançarmos resultados acima da média do sector/indústria em que estamos inseridos. Consiste na concantenação de três ingredientes:

  1. Proposta de Valor - Resposta às seguintes questões: Qual é o nosso conceito de produto?; O que propomos "oferecer" aos nosso clientes? e, Em que devem os clientes acreditar sobre o que lhes oferecemos?
  2. Eficiência Produtiva - Não chega ter um bom produto/serviço. Este precisa de ser bom e barato, o que implica a utilização eficiente de recursos para a sua produção. Fazer bom e barato.
  3. Marketing - Transformar uma boa proposta de valor num produto/serviço reconhecido por todos.

Espero que gostem deste post e aguardo, futuramente, pelos vossos comments.